Esta lista ajuda o leitor a identificar a tradição, o perfil e a função de cada autor citado, evitando que os comentaristas apareçam apenas como nomes soltos ao longo da obra. Pope permanece o eixo de cada capítulo; os autores abaixo funcionam como testemunhas auxiliares, sempre subordinadas à Escritura e ao argumento central do livro.
Tradição wesleyana-metodista
A tradição metodista-wesleyana pertence ao campo arminiano evangélico, confessando a graça preveniente, a resposta livre do homem à graça de Deus, a expiação universal e a necessidade de santidade, sem abandonar a ortodoxia trinitária e cristológica da fé cristã histórica.
John Wesley (1703-1791) — fundador do metodismo; suas Explanatory Notes Upon the New Testament são referência direta da tradição seguida neste livro. Conciso, pastoral e doutrinariamente decisivo.
Adam Clarke (1762-1832) — metodista britânico, autor de comentário influente sobre toda a Bíblia. Forte em filologia e conexões literárias entre os Testamentos.
Joseph Benson (1748-1821) — metodista britânico, sucessor da linha de Wesley; comentário pastoral, atento à aplicação prática da doutrina.
Thomas Coke (1747-1814) — primeiro bispo metodista, coautor de comentário bíblico usado nas primeiras gerações do metodismo americano.
Richard Watson (1781-1833) — teólogo metodista britânico, autor de Theological Institutes, uma das primeiras sistemáticas wesleyanas de peso antes de Pope.
Daniel Whedon (1808-1885) — metodista americano, editor da Methodist Quarterly Review; comentário marcado por clareza lógica e atenção às consequências pastorais dos erros doutrinários.
Joseph Sutcliffe (1762-1856) — metodista britânico, comentário breve e devocional sobre toda a Escritura.
Joseph Agar Beet (1840-1924) — teólogo metodista britânico, conhecido por comentários sobre as epístolas paulinas.
William Baxter Godbey (1833-1920) — evangelista e comentarista americano ligado ao movimento de santidade, herdeiro tardio da tradição wesleyana.
Outras tradições protestantes
Matthew Henry (1662-1714) — comentarista inglês não-conformista, de forte tom pastoral e devocional. Usado com proveito espiritual ao longo da obra.
John Gill (1697-1771) — pastor batista particular inglês, de matriz calvinista estrita, autor de extenso comentário sobre toda a Escritura. Usado com proveito exegético ao longo da obra.
J. C. Ryle (1816-1900) — bispo anglicano de Liverpool e expoente do evangelicalismo anglicano. Direto, pastoral e vigilante contra erros doutrinários.
Charles J. Ellicott (1819-1905) — bispo anglicano e comentarista do Novo Testamento, com forte rigor filológico grego.
Frédéric Godet (1812-1900) — teólogo reformado suíço, autor de comentários influentes sobre João, Lucas e Romanos.
Marvin Vincent (1834-1922) — presbiteriano americano, autor de Word Studies in the New Testament, útil em análise lexical grega.
A. T. Robertson (1863-1934) — batista americano, um dos grandes gramáticos do grego neotestamentário de sua geração.
F. B. Meyer (1847-1929) — pastor batista britânico, escritor devocional; aproxima a doutrina da vida prática do crente comum.
G. Campbell Morgan (1863-1945) — pregador expositivo britânico, conhecido pela clareza didática e pela capacidade de sintetizar argumentos longos em frases memoráveis.
Erudição filológica do Antigo Testamento
Keil & Delitzsch — Carl Friedrich Keil (1807-1888) e Franz Delitzsch (1813-1890), luteranos alemães, autores de comentário clássico sobre todo o Antigo Testamento em hebraico; referência útil quando o texto veterotestamentário exige análise filológica mais técnica.
Todos esses autores podem ser consultados em acervos públicos de obras clássicas, como o CCEL, o Internet Archive e outros repositórios de domínio público.