A encarnação não é o começo do Filho, mas a entrada histórica daquele que eternamente vive com o Pai.
Introdução
Nenhum homem comum pode falar naturalmente de sua existência anterior a Abraão. Jesus, porém, não disse apenas que existia antes do patriarca; tomou para Si a linguagem solene do “Eu Sou”. Sua filiação não começou em Belém, não foi recompensa por obediência e não dependeu do reconhecimento humano. Ele é eternamente o Filho.
O Filho precede toda a história humana
Abraão teve começo; Cristo simplesmente é. Patriarcas, profetas e reis apontaram para Ele porque Sua Pessoa é anterior a todos. A promessa repousa naquele que não está preso ao tempo.
O Filho possui a identidade divina
A expressão “Eu Sou” ultrapassa uma declaração cronológica. Jesus reivindica a existência que pertence a Deus. A reação de Seus ouvintes mostra que entenderam o peso de Suas palavras.
O Filho entrou voluntariamente em nossa história
Aquele que não teve começo aceitou nascer; o Eterno assumiu nossa temporalidade. Belém não cria o Filho, mas revela Sua condescendência. A encarnação é missão, não promoção.
Aplicações
- Não reduza Cristo aos limites de Sua vida terrena.
- Confie nas promessas do Filho que permanece acima do tempo.
- Receba a encarnação como expressão da graça eterna de Deus.
Jesus não é um homem que alcançou Deus, mas o Filho eterno que veio até nós. Antes de Abraão, Ele é; hoje, continua sendo; por toda a eternidade, permanecerá o mesmo.